Em quase todos os segmentos do mercado, a concorrência é sempre intensa. Não importa o quanto um produto seja bom, o concorrente poderá ser tão bom quanto. Não importa o quanto se invista em tecnologia: os concorrentes também estão investindo na mesma coisa.
*imagem em destaque (ilustrativa): Pexels
O que fazer, então, para se diferenciar?
Uma das possibilidades é criar conexão com a marca e o produto por meio de histórias.
Uma experiência recente da 42 Filmes envolve a criação de personagens que conseguem não apenas demonstrar a solução que o produto traz, mas também gerar identificação do público-alvo.

A concorrência segue no marketing direto
Enquanto os concorrentes seguem com uma divulgação puramente técnica, nosso cliente conta histórias. Por meio de personagens animados e feitos de forma lúdica, a mensagem da solução é passada com bom-humor e linguagem informal.
Isso pode fazer toda a diferença, visto que os público consumidor já sabe das marcas concorrentes e dos benefícios de cada uma delas. Assim, não é nisso que a marca se diferencia, mas exclusivamente na forma de atingir o público.
Marcas que fazem o mesmo
É claro que isso não é novidade no mercado. Vamos pensar em algumas marcas que se diferenciam contando histórias ou criando vínculos mais afetivos:
1- Red Bull: se todos os energéticos são bebidas doces com cafeína e outros elementos estimulantes, o que pode diferenciá-los? É claro que a marca que se propõe a “dar asas” e está sempre utilizando personagens animados tende a criar uma conexão mais forte. A marca ainda se destaca por patrocinar eventos esportivo, o que corrobora com a ideia de energizar e “fazer voar”.
2- Kellog’s: cereais matinais são parecidos, mas não tem como evitar a percepção de energia e força quando o tigre Tony, mascote da marca, surge falando sobre os benefícios do produto?
3- Zé Gotinha: o que era para ser apenas um mascote de campanha pontual para vacinas contra a poliomielite acabou se tornando um dos personagens mais facilmente reconhecíveis pelo brasileiro, e ganhando status de personagem de todo o sistema público de saúde.
As marcas que criam personagens e narrativas para além da venda técnica conseguem construir um vínculo emocional mais duradouro com o público. Quando elas oferecem histórias e ideias com as quais as pessoas possam se identificar, rir ou se emocionar, as marcas criam “embaixadores afetivos” que traduzem os valores da marca. É isso que gera familiaridade e reforça a lembrança.
Mais do que apenas apresentar um benefício, esse tipo de comunicação se baseia no poder da memória emocional. Faz parte da nossa natureza lembrar de histórias muito mais do que de números, dados ou informações técnicas. É por isso que o investimento nesse tipo de narrativa significa buscar permanecer na mente do consumidor por mais tempo e de forma mais afetiva.
E não é só isso.

Histórias (mesmo que baseadas apenas em personagens simples) criam uma experiência compartilhada. Mais do que consumir, muitas vezes as pessoas comentam, compartilham e vivenciam os personagens. Isso amplia o alcance da comunicação, a despeito de investimentos em mídia.
No fim das contas, diferenciar-se em mercados competitivos exige ir além do produto. O consumidor dos dias atuais já tem conhecimento sobre o produto em si. O que pode realmente surpreendes é quando a marca mostra que entende seu público em um nível mais humano, oferecendo emoção, humor ou inspiração. É nesse espaço que personagens e histórias se tornam diferenciais estratégicos.
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